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Alimentação e as doenças reumáticas

As doenças reumáticas apresentam diferentes manifestações – dor, inflamação, inchaço, rigidez nas articulações, entre outras.

Doenças reumáticas

As doenças reumáticas apresentam diferentes manifestações – dor, inflamação, inchaço, rigidez nas articulações, entre outras. O problema pode ter diferentes origens, mas sabe-se que os hábitos alimentares e o estilo de vida têm grande influência. Aqui ficam algumas dicas sobre alimentos que podem ajudar.

Osteoartrose. Está relacionada com o desgaste da articulação, manifestando-se através da dor e inchaço das articulações quando há movimento. Nestes casos, é aconselhada uma alimentação equilibrada que ajude a manter o peso adequado à sua estatura. Porquê? Uma alimentação calórica pode levar à obesidade e, consequentemente, exercer mais pressão nas articulações que suportam o seu peso. Nestes casos, a probabilidade desgastar os joelhos, pés, anca e coluna é maior. É possível consumir todo o tipo de alimentos, numa dieta variada, onde se incluem fruta e vegetais, carnes magras, leite e queijo branco. Alguns estudos indicam ainda que a ingestão de antioxidantes reduz o risco de progressão da doença. Tome nota: vitaminas C, E, D, B6, ácido fólico, cálcio e ómega 3.

Artrite reumatóide. É um problema autoimune que, quando não diagnosticado, pode tornar-se incapacitante. Embora seja menos comum, é mais grave. Em muitos casos, a capacidade de realizar atividades diárias fica prejudicada, incluindo a compra, preparação e consumo dos alimentos. As capacidades de mastigar e morder também se alteram, levando à mudança da consistência da alimentação. As alterações gastrointestinais ocorrem devido ao consumo de medicamentos, os quais afetam a ingestão, digestão e absorção. Também se verificam mudanças no paladar, há sensação de boca seca e dificuldade em deglutir. Todas estas situações acabam por conduzir a uma dieta baixa em calorias.

Nestes casos, a dieta com alimentos integrais, vegetais crus, com menos açúcar e produtos industrializados apresenta bons resultados. É também indicado o consumo de antioxidantes, como vitaminas C, E, selénio, ómega 3 e flavonóides, para diminuir a inflamação. Numa fase mais avançada da doença, deve-se também apostar na vitamina D e no cálcio para evitar a desmineralização óssea.

Gota. A gota é uma desordem do metabolismo das purinas, que promove um excesso de ácido úrico no sangue. A descoberta da doença pode estar associada a uma dor súbita e ao aparecimento de diabetes, disfunção renal, alterações do nível de colesterol e obesidade. Nestes casos, a alimentação é crucial.

Uma dieta rica em gorduras e pobre em carboidratos acelera o aparecimento de crises. Num estado avançado da doença, é necessário restringir a ingestão de alimentos ricos em purinas (para reduzir a formação de ácido úrico) e incentivar o consumo de água (para aumentar a eliminação da substância pelos rins). A alimentação deve contar mais carboidratos, ser pobre em gorduras e ser mais moderada nas proteínas. É importante evitar o consumo de bebidas alcoólicas, enchidos, molhos prontos, frutos do mar e feijões, pois são ricos em purinas.

Cada doença reumática tem as suas caraterísticas específicas, que influenciam as mudanças na dieta habitual. Para orientações mais específicas e uma análise aprofundada do problema, é sempre aconselhado que visite um profissional de saúde na área da Nutrição.

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