Osteoartrose: osso, articulação e inflamação - ojoelhodoi.pt

Osteoartrose: osso, articulação e inflamação

Sabe o que significa osteoartrose? “Osteo” = osso, “artro” = articulação e “ose” = inflamação. Podemos dizer, assim, que a osteoartrose é uma doença degenerativa que envolve a inflamação da cartilagem articular.

inflamação

Sabe o que significa osteoartrose? “Osteo” significa osso, “artro” é articulação e “ose” inflamação. Desta forma, podemos dizer que a osteoartrose é uma doença degenerativa que envolve a inflamação da cartilagem articular.

Inicialmente, pensou-se que a inflamação não desempenhava um papel importante no desenvolvimento da doença, ou seja, esta seria apenas um problema degenerativo resultante do desgaste das articulações. Contudo, hoje em dia, sabemos que a inflamação tem um impacto significativo no desenvolvimento da osteoartrose. Vamos tentar explicar o porquê.

Uma articulação saudável consiste em dois ossos, cada um com a sua própria camada de cartilagem articular, um tipo de tecido conjuntivo que permite que os ossos deslizem sem fricção. No caso da osteoartrose, estamos a falar de um tipo especial de articulação – a sinovial. Um dos seus componentes importantes é a membrana sinovial que, juntamente com a superfície de cartilagem articular, forma o revestimento interno. A membrana sinovial é composta por tecido conjuntivo, vasos sanguíneos, vasos linfáticos e, na superfície, células do tipo A e do tipo B que produzem os componentes do líquido sinovial, que ajuda a lubrificar as duas superfícies articulares. E uma das principais origens da osteoartrose é a perda progressiva desta cartilagem: a dado momento, deixa de haver muito espaço a separar os ossos, promovendo atrito e gerando inflamação que causa a dor.

A manutenção de uma cartilagem saudável é da responsabilidade dos condrócitos, células especializadas que produzem um gel forte ou matriz extracelular que contém colagénio tipo II, uma proteína que fornece suporte estrutural, e proteoglicanos, que são formados por proteínas e glícidos especializados, que podem (ou não) agregar-se ao ácido hialurónico. Nas pessoas saudáveis, os condrócitos mantêm um equilíbrio entre a cartilagem “velha” – atividade catabólica – e a produção da cartilagem nova – atividade anabólica – através do uso de enzimas degradativas e enzimas sintéticas. Porém, algo impacta negativamente este equilíbrio, influenciando a atividade catabólica e afetando a cartilagem. Qual poderá ser a causa? Não existe uma resposta certa.

Podemos apresentar uma lista com vários fatores de risco. Destacamos a idade, uma vez que a cartilagem vai-se degradando ao longo do tempo, o que torna muito difícil encontrar o culpado. Temos também a inflamação e as lesões, que podem contribuir para a inflamação da articulação. Embora estas sejam as principais, não podemos esquecer o stress mecânico e a obesidade, e outros riscos como fraqueza muscular, os fatores genéticos e a medicação. Assim que é detetado o problema, os condrócitos de que falávamos anteriormente começam a tentar resolver o problema, mas o colagénio tipo I que produzem não vai interagir da mesma forma com os proteoglicanos, acabando por se perder a elasticidade, a cartilagem degenera, diminuindo o espaço intra-articular.
Podemos controlar o problema? Sim, basta escolher a abordagem. Temos o tratamento não-farmacológico, que passa pelo exercício físico regular (fortalecimento aeróbico), self management (auto gestão do paciente), pela perda de peso e pela terapia física. Por outro, o tratamento farmacológico, que permite reduzir a dor e a inflamação, e sugere os analgésicos, anti inflamatórios não esteroides e, alguns casos, as injeções de ácido hialurónico e a cirurgia.

Agora que compreende o problema vai marcar uma consulta com o seu médico? Prepare a visita aqui. Se tiver dúvidas se reúne os fatores de risco mencionados, faça o questionário.

Fonte: Osmosis

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