Como se trata hoje a Osteoartrose

A Osteoartrose é uma patologia que sofreu, nos últimos anos, algumas evoluções relevantes no seu entendimento e conhecimento. Como consequência disso, a abordagem clínica e terapêutica desta doença modificou-se de forma significativa. Saiba como se trata hoje a Osteoartrose.

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A Osteoartrose é uma patologia que sofreu, nos últimos anos, algumas evoluções relevantes no seu entendimento e conhecimento. Como consequência disso, a abordagem clínica e terapêutica desta doença modificou-se de forma significativa. Saiba como se trata hoje a Osteoartrose.

A ABORDAGEM ATUAL

Até há poucos anos, a Osteoartrose era considerada como uma espécie de fatalidade, muitas vezes ligada ao envelhecimento. No entanto, sabe-se agora que o envelhecimento da cartilagem e a doença Osteoartrose são coisas bem distintas.

Nos últimos anos evoluiu-se de forma notável no conhecimento dos mecanismos que contribuem para o aparecimento e evolução da doença. A Osteoartrose é hoje entendida não como uma doença unívoca, uma doença da cartilagem, mas antes como uma doença global da articulação.

Para o aparecimento da Osteoartrose contribuem múltiplas estruturas articulares (cartilagem, osso subcondral, membrana sinovial, estruturas menisco-ligamentares intra-articulares, cápsulas articulares, tendões e outras partes moles periarticulares, músculos, etc.), o que veio aumentar o leque das opções de tratamento disponíveis. Ao mesmo tempo, as abordagens terapêuticas podem agora ser mais específicas e ajustadas a cada caso.

Podemos adoptar terapêuticas que modifiquem a evolução da doença em fases precoces, terapêuticas que controlem a sua expressão de dor e/ou inflamação em fases intermédias ou, simplesmente, a paliação da dor em situações “terminais” com indicação cirúrgica formal.

Genericamente, podemos considerar seis vetores de atuação essenciais em casos de Osteoartrose:

1. Tratar a dor

Quaisquer que sejam as causas específicas da dor, esta deve ser sempre tratada de forma precoce, global e eficaz, com recurso às melhores opções terapêuticas disponíveis, evitando o sofrimento do paciente.

2. Identificar e tratar as causas específicas de dor

Para de se evitar a dor, é fundamental proceder-se à identificação das suas causas e situações particulares associadas, de modo a se conseguir um alívio sintomático adicional e uma potencial intervenção na progressão da doença.

3. Prevenir a progressão da doença

Existem substâncias cuja utilização tem sido associada não só a uma melhoria no combate à dor, mas sobretudo a um retardar da evolução da doença. Os fármacos disponíveis para utilização são o sulfato de glucosamina; cloridrato de glucosamina; sulfato de condroitina; e a diacereína.

4. Promover a reabilitação funcional do doente

A Osteoartrose é uma doença de uma articulação ou de várias articulações para a qual é possível procurar uma reabilitação funcional. Esta poderá consistir numa recuperação funcional local da articulação envolvida ou numa reabilitação funcional global, do doente como um todo.

5. Viscosuplementação

Consiste na introdução intra-articular de uma substância específica com propriedades físicas e mecânicas particulares. Esta substância promove uma função de “amortecimento” e lubrificação entre duas superfícies articulares degradadas.

6. Recorrer à cirurgia sempre que indicado

Neste caso, os três tipos de cirurgia mais frequentemente indicadas são a osteotomia de correção de desalinhamentos do eixo articular; a artroscopia de diagnóstico e terapêutica; e a prótese total articular.

Fonte (29/05/2020)

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