Depressão e Osteoartrite no joelho: relação

A Osteoartrose é uma das mais frequentes causas de incapacidade para o trabalho e pode afetar a qualidade de vida de quem sofre desta patologia. Nomeadamente, é suscetível de contribuir para o surgimento de transtornos mentais.

A Osteoartrose é uma das mais frequentes causas de incapacidade para o trabalho e pode afetar a qualidade de vida de quem sofre desta patologia. Nomeadamente, é suscetível de contribuir para o surgimento de transtornos mentais.

A Osteoartrose apresenta-se como a forma mais frequente de artrite. No caso da articulação do joelho, esta caracteriza-se por ser um dos principais locais de acometimento da Osteoartrose, afetando cerca de 6% da população com mais de 30 anos. A prevalência da doença aumenta para 10% em pessoas com mais de 60 anos. O problema incide maioritariamente sobre o sexo feminino, a partir dos 40 anos, no período da menopausa e em casos de excesso de peso, causando limitações e afetando negativamente a qualidade de vida diária.

DEPRESSÃO E ANSIEDADE

As doenças reumáticas caracterizam-se, principalmente, por serem crónicas e incapacitantes. Limitam a capacidade funcional do paciente e interferem diretamente nas suas atividades diárias, tanto a nível físico como a nível dos seus impactos psicológicos. Transtornos ansiosos e depressivos podem surgir em pacientes com o diagnóstico de Osteoartrose, dado que a dor induzida pela doença aumenta o risco de surgimento destas comorbidades. No caso
de pacientes idosos com doenças crónicas, sabe-se que estes apresentam um risco maior de não cumprimento das recomendações médicas, além de exibirem uma taxa de mortalidade associada a sintomas depressivos mais elevada.
A depressão é um transtorno psiquiátrico que afeta cerca de 3% a 5% da população em geral. As características mais típicas dos estados depressivos são o sentimento de tristeza ou vazio, a perda da capacidade de experimentar prazer nas atividades mais comuns ou a redução do interesse pelo que se passa à volta do indivíduo. A depressão pode ainda surgir associada à fadiga e a um cansaço exagerado, bem como a alterações psicomotoras.
Quanto à ansiedade, esta caracteriza-se por ser um estado emocional desconfortável, acompanhado por uma série de alterações cognitivas, afetivas, comportamentais e fisiológicas. Incluem, frequentemente, um aumento da tensão motora e hiperatividade, dificuldade de concentração, distração, aumento da vigilância e atenção, medo de perder o controle, de ser incapaz de enfrentar as situações, comportamentos de fuga e esquiva, nervosismo e aumento da irritabilidade. Sendo a Osteoartrose uma doença crónica debilitante, ela pode constituir um importante fator de
stress e favorecer o surgimento de transtornos psíquicos e emocionais. Por exemplo, estudos efetuados junto da população feminina demonstraram que as mulheres portadoras de Osteoartrose no joelho têm níveis maiores de depressão e ansiedade, apresentando níveis inferiores de qualidade de vida do que as que não sofrem da doença.

TRATAMENTO

O tratamento de pacientes com Osteoartrose que apresentem sintomas de ansiedade e depressão, deve considerar, em simultâneo, a farmacoterapia e a psicoterapia, além da orientação e apoio por parentes e pessoas próximas. Uma rede de apoio que inclua profissionais de diversas áreas da saúde, como médicos, psicólogos, terapeutas ocupacionais e assistentes sociais, é essencial para o combate à doença e aos sintomas associados. A partir do trabalho realizado através desta combinação de esforços, o paciente poderá usufruir de uma melhor qualidade de vida.

Fonte (22/05/2020)

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