Dia Mundial da Atividade Física

A propósito do Dia Mundial da Atividade Física: Importância, constrangimentos e soluções – por Elsa Mateus, a presidente da Liga Portuguesa Contra as Doenças Reumáticas (LPCDR)

Celebra-se a 6 de abril o Dia Mundial da Atividade Física. São já bem conhecidos e divulgados os benefícios da atividade física para a saúde global dos indivíduos. Bem mais difícil é fazer passar esta mensagem a quem vive com uma doença reumática e músculo-esquelética e que, no seu dia-a-dia, lida com a gestão da dor, por vezes inflamação, e sobretudo com o receio de que estas se agravem pela prática de atividade física.

 

Mas, sim, é verdade: manter a atividade física é fundamental quando se tem o diagnóstico de doença reumática e músculo-esquelética! Fortalece os seus músculos, mobiliza as suas articulações, trabalha o equilíbrio, previne a obesidade e ainda ajuda ao bem-estar mental.

Porém, entre o receio de que a atividade física nos possa proporcionar algum agravamento das nossas maleitas e a falta de tempo ou de condições para a sua prática, são vários os constrangimentos a conseguirmos implementar na nossa rotina diária, um plano de exercícios ou de atividade física.

Para ultrapassar os seus receios, lembre-se que existem diversos tipos de atividade física e escolha aquele que lhe for aconselhado por um profissional de saúde e/ou que sinta que consegue fazer e que lhe dê prazer.

Da caminhada à natação ou exercícios aquáticos, do pilates à fisioterapia, são várias as hipóteses ao seu dispor que certamente, priorizando a sua saúde e bem-estar, conseguirá incorporar no seu quotidiano.

Bem sabemos que a pandemia veio agravar os constrangimentos existentes. O acesso à fisioterapia ficou ainda mais dificultado, os ginásios e equipamentos desportivos (como as piscinas) têm tido um funcionamento limitado pelas regras de saúde pública e mesmo as caminhadas ou passeios higiénicos foram fortemente condicionadas pela pandemia.

O estudo Reumavid, no qual a Liga Portuguesa Contra as Doenças Reumáticas foi um dos parceiros, mostrou-nos que mais de metade das pessoas com doença reumática que responderam ao questionário em 2020, praticava atividade física antes do confinamento.
Durante o primeiro confinamento, 62% não conseguiram continuar a sua prática de atividade física e apenas 17% tentaram compensar com outros exercícios.

Tem agora ao seu dispor diversos recursos digitais que podem facilitar a prática de atividade física na sua casa. É o caso, por exemplo, do programa PLE2NO (Programa Livre de Educação e Exercício na Osteoartrose), desenvolvido pela Faculdade de Motricidade Humana da Universidade de Lisboa e que poderá encontrar aqui. Caso não tenha condições para os utilizar, pode recorrer a outras soluções, como dançar ao som de músicas que aprecie, ou adotar pequenos truques que possam obrigar a movimentar-se mais (desde o ir buscar o seu copo de água, ao colocar os telecomandos longe de si).

São recomendados 30 minutos diários de atividade física de intensidade pelo menos moderada e como nos recorda a DGS: cada movimento conta! Por isso, escolha a atividade física que consegue fazer e dê-lhe prioridade. Mantenha-se em forma!

 

Elsa Mateus
Presidente da Liga Portuguesa Contra as Doenças Reumáticas (LPCDR)

MAT-PT-2100344 – 1.0 – abril 2021

Aviso

Está prestes a deixar um website da Sanofi e a aceder a outro site, onde não se aplica a nossa política de privacidade. A Sanofi não é responsável pelo conteúdo de websites externos.

Voltar Continuar

Pin It on Pinterest

Share This