Porque é que a educação é fundamental no caso da Osteoartrose.

A Osteoartrose é uma doença crónica que afeta as articulações, principalmente nas mãos, joelhos e ancas. Com o envelhecimento da população e o aumento das taxas de obesidade, estima-se que o número de doentes aumente significativamente nos próximos anos, tornando a Osteoartrose num peso cada vez maior para indivíduos, sociedade e sistemas de saúde.

A implementação de estratégias conservadoras que respondam aos problemas das pessoas com Osteoartrose, podem resultar em substanciais economias para os sistemas de saúde. Aliviar as dores, minimizar as incapacidades e retardar a progressão da doença, são os principais objetivos do tratamento conservador, não-cirúrgico.

Em primeiro lugar, é fundamental sensibilizar os clínicos gerais para que olhem a sério para esta questão, pois eles são o primeiro ponto de contacto com os doentes. Apesar de a Osteoartrose ser uma condição crónica, com uma carga significativa em termos de anos vividos com deficiência, ela tem um impacto menor a nível da mortalidade, pelo que o tratamento não é muitas vezes
considerado como sendo prioritário pelos profissionais de saúde.

Depois, é importante educar as próprias pessoas que sofrem de Osteoartrose, de modo a que estas possam melhorar sua compreensão da doença e a importância de a saber gerir. Estas devem ser informadas sobre as características da sua condição, a natureza flutuante da dor, os fatores de risco (especialmente os que são​ específicos e passíveis de modificação) e o seu prognóstico individual e concreto.

Devem ser apresentadas e discutidas todas as informações acerca dos tratamentos disponíveis, os seus benefícios, consequências e custos. Só uma boa informação pode esclarecer os equívocos mais comuns sobre a doença e incentivar os doentes a adotarem uma estratégia ativa no combate a esta.
É fundamental que cada um saiba o que pode e deve fazer e faça a monitorização dos seus tratamentos, sem nunca perder a esperança. As expectativas positivas são importantes porque
motivam as pessoas a fazer o correto e o indicado.

Finalmente, o estabelecimento de metas vai ajudar os doentes a definirem bem as prioridades e a focarem-se em mudanças concretas. Estas devem ser acordadas entre os profissionais de saúde e os doentes, tendo em conta as preferências e o contexto particular de cada um. As metas devem ser específicas, oportunas e mensuráveis e devem ser revistas periodicamente.

Fonte (26/02/2021):
https://www.racgp.org.au/download/Documents/Guidelines/Musculoskeletal/guideline-for-the-management-of-knee-and-hip-oa-2nd-edition.pdf

MAT-PT-2100187 – 1.0 – março 2021

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