Modalidades de reabilitação fisica contra a osteoartrose

Mesmo não tendo uma cura definitiva, a dor crónica pode ser controlada e quanto mais cedo se começar a sua terapêutica, maiores serão as probabilidades de sucesso.

A escolha das modalidades de reabilitação física em pacientes com Osteoartrose depende de diversos fatores e pode apresentar nuances diversas. Por isso, cada caso é um caso e é fundamental existir uma análise global de todas as incidências para se realizarem as opções mais adequadas.

As principais modalidades de reabilitação física usadas em pacientes com diagnóstico de Osteoartrose são diversas e passam, designadamente, por:

– Crioterapia;

– Órtoses, faixas e coletes;

– Cinesioterapia;

– Termoterapia;

– Eletroterapia;

– Massagens;

– Manipulações;

– Alongamento muscular e reeducação postural;

– Treino de marcha e equilíbrio;

– Ergonomia;

– Hidroterapia;

– Orientações gerais, em termos de alimentação, relaxamento físico e mental, condicionamento físico, apoio psicológico, etc.

Entretanto, se atendermos aos procedimentos clássicos da medicina desportiva, vemos que esta aponta para quatro fases de tratamento fisioterapêutico:

1) Tratamento da inflamação;

2) Mobilização;

3) Resistência;

4) Restauração da função.

Assim, no caso de predomínio da inflamação em pacientes com Osteoartrose, aconselha-se repouso e aplicação de gelo ou almofadas de gel no local onde esta ocorre. Esta terapêutica vai levar a uma vasoconstrição e redução do metabolismo local, a par de um retardamento da condução nervosa. Isto proporciona um efeito analgésico local, reduzindo a inflamação. Também a aplicação de faixas, cintas, órteses de repouso e coletes podem proporcionar algum alívio.

Controlada a inflamação, torna-se importante estimular a função articular para evitar perda de força muscular e flexibilidade. Na fase de mobilização articular promove-se o movimento da articulação: os exercícios podem ser realizados com ou sem ajuda de um fisioterapeuta e podem incluir hidroterapia, a qual permite reduzir a sobrecarga articular. Também a termoterapia e a eletroterapia são indicadas na chamada fase subaguda, ajudando a controlar a inflamação e as dores. A utilização de fontes de calor promove o relaxamento muscular, a redução da rigidez articular e uma melhoria da circulação sanguínea local, devendo ter em conta as preferências dos pacientes e a resposta destes aos tratamentos. Por outro lado, nesta fase, é igualmente positivo recorrer-se à eletroterapia, na forma de correntes de alta, média ou curta frequência, corrente interferencial, TENS (estimulação nervosa transcutânea), ultra-sons e outros tipos de correntes. Como o são, de outro modo, as massagens relaxantes (clássica, ayurvédica, shiatsu) e a manipulação articular (medicina osteopática).

Já na chamada fase de resistência, procura-se um aumento da performance sem que esta tenha como consequência um aumento do processo inflamatório. Utilizam-se exercícios isométricos e dinâmicos de carga diminuta e com várias repetições. De um modo geral, os exercícios que visam aumentar a resistência muscular são de três tipos: isométricos (exercícios estáticos), isotónicos (com movimento articular) e isocinéticos (também dinâmicos, mas realizados em equipamentos especializados). Todos eles podem variar em termos da velocidade de movimento e do tipo de contração exercida.

Uma vez restaurada a função articular, os pacientes devem concentrar-se na realização de técnicas de alongamento muscular e correção postural, como é o caso da reeducação postural global (RPG) e a ginástica holística, treinos de marcha e equilíbrio, além de exercícios ergonómicos, como os ensinamentos posturais e de adaptação à atividade diária. Por fim, é importante que recebam orientações ao nível da sua alimentação, do seu relaxamento físico e mental, condicionamento físico e apoio psicológico a receber.

 

Fonte (10/02/2022): http://www.luzimarteixeira.com.br/wp-content/uploads/2010/08/reabilitacao_fisica.pdf
MAT-PT-2200151 V1 March 2022

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